The growth and robustness of the Angolan economy in the next decade will largely be based on the increased productivity of public companies.

The profitability and productivity of these companies will be fundamental for the balance of public accounts and will allow the government to effectively manage or even divest the state’s stakes in these companies, creating many investment opportunities for existing and potential players.

Sonangol Drives Multi-Faceted Energy Growth

The cornerstone of Angola’s economic success is Sonangol, the national oil company (NOC), which continues to be essential for ensuring a growing and sustainable economy as oil remains the country’s primary source of revenue. While the country represents one of the biggest producers in Africa, natural declines in legacy fields and lack of investment in exploration will see production fall in coming years. As such, Sonangol’s directors have identified the maintenance of crude oil production and exploration levels in 2023 as strategic projects for the future and is engaging with investors and project developers to spur E&P efforts this year and beyond. These efforts include the introduction of tax incentives; opening of licensing rounds; the implementation of regulatory reforms among others.

On the production front, Sonangol also plays a decisive role in the development of the Angola Liquefied Natural Gas project, promoting regional development and generating new jobs. The project not only monetizes the country’s natural gas reserves, generating revenue and increasing job creation, but ensures consistent energy supplies are brought onto the regional market. Additionally, the construction of the Lobito, Cabinda and Soyo refineries led by Sonangol also represent crucial investments for increasing Angola’s refining capacity and stabilizing supply, ensuring the country’s remains resilient to global supply chain impacts.

Notwithstanding the company’s hydrocarbon efforts, to adapt to the changing times, Sonangol has adopted adequate instruments under its diversification strategy – which would see the NOC transform from a traditional oil company to a modern energy organization – for the period 2022-2030. This involves using hydrocarbons as a source of funding for the transition process through the development of renewable energy systems.

As such, investment in renewable energy represents a pillar of the future Angolan economy and Sonangol has already secured a contract for the acquisition of energy from the Caraculo solar photovoltaic plant and is also participating in the contracting process for the Quilemba solar power project. Additionally, Sonangol signed a letter of intent with two German-based engineering companies for the construction of a green hydrogen and derivatives plant in Angola. The plant would see the country become a major green hydrogen supplier, creating new opportunities for revenue generation, job creation and broader socioeconomic growth.

Mining Drives Diversification

Meanwhile, the increase in diamond production and the start of new mining prospecting projects provide further investment opportunities in Angola while enabling the diversification and resilience of the economy. Led by Endiama, the national diamond mining company of Angola, who serves as the operator and exclusive concessionaire in the management of the value chain of the diamond sector, the modernization of mining infrastructure and resurgence in exploration represent essential drivers for Angola’s growth. Towards heightened investment in this sector, the country has created the Diamond Exchange in Angola, set to open later this year, which is fundamental for reinforcing transparency and credibility in the diamond sector for the growth of the Angolan economy.

All this and more will be further unpacked during this year’s edition of the Angola Oil & Gas conference and exhibition. Covering the entire energy sector and its value chain, as well as other promising industries including mining, infrastructure and maritime logistics, the conference will drive new investment and development in pursuit of creating a strong and resilient Angolan economy.

O crescimento e robustez da economia angolana para a próxima década assenta em grande parte no aumento de produtividade das empresas públicas. A rentabilidade destes activos é fundamental para o equilíbrio das contas públicas e permitirá ao executivo liderado pelo Presidente João Lourenço gerir, ou até alienar, as participações do Estado nestas empresas, criando muitas oportunidades de investimento.

Sonangol impulsiona o crescimento energético diversificado

A Sonangol é, naturalmente, a pedra angular do sucesso da economia angolana. Apesar do processo de diversificação que tem vindo a ser colocado em prática, a petrolífera estatal é essencial para assegurar uma economia crescente e sustentável já que o petróleo continua a ser a principal fonte de receitas do país. Assim, os dirigentes da Sonangol definiram como projectos estruturantes para o futuro a manutenção dos níveis de produção e exploração de crude em 2023. Mas, perante os sinais dos tempos, os responsáveis da Sonangol adoptaram instrumentos adequados a uma estratégia de transição energética para o período 2022/2030, que passa pela utilização dos hidrocarbonetos não apenas como fonte de financiamento do processo, mas também como pólo crucial de energia transitória para as energias renováveis.

No que diz respeito à produção, a Sonangol também desempenha um papel decisivo no desenvolvimento do projeto de Gás Natural Liquefeito de Angola, promovendo o desenvolvimento regional e gerando novos empregos. O projeto não apenas monetiza as reservas de gás natural do país, gerando receita e aumentando a criação de empregos, mas também garante o fornecimento consistente de energia ao mercado regional. Adicionalmente, a construção das refinarias do Lobito, Cabinda e Soyo, lideradas pela Sonangol, também representam investimentos cruciais para aumentar a capacidade de refinação de Angola e estabilizar o abastecimento, garantindo a resiliência do país aos impactos da cadeia de abastecimento global.

O investimento em energias renováveis é absolutamente estratégico para o futuro. A petrolífera angolana tem já um contrato de aquisição de energia da Central Fotovoltaica de Caraculo, no Namibe, com capacidade de produção na primeira fase de 25 MegaWatts, que entra em funcionamento em 2023. 

Outro projecto estrutural é a Central Fotovoltaica da Quilemba, na Huíla onde participa – através da subsidiária Sonagás – no processo de contratação para a construção da infra-estrutura que produzirá 35 Megawats em 2024. Na segunda fase o projecto prevê uma interligação com extensão para 80 Megawats. 

Com este plano estratégico, a Sonangol rubricou também um memorando de entendimento com as empresas alemãs, Gauff e Conjuncta, para a construção de uma planta de hidrogénio verde e derivados cuja capacidade de produção estimada é de 280 mil toneladas de amónia verde por ano. O acordo assinado em Berlim, prevê o início da construção em 2024, e parte significativa do hidrogénio verde produzido em Angola irá para o mercado alemão. 

Mineração impulsiona a diversificação

O aumento da produção de diamantes e o início de novos projectos de prospecção mineira possibilitam grandes oportunidades de investimento na economia angolana. Esta actividade é gerida pela Endiama, operadora e concessionária exclusiva na gestão da cadeia de valor do sector diamantífero. A nova política de comercialização e a modernização de infra-estruturas nas minas são factores essenciais para Angola e foram assumidos como cruciais para os próximos anos. O objectivo, já em 2023, é aumentar a produção para 12 milhões de quilates anuais de forma a superar a facturação dos 2 mil milhões de dólares de 2022. E a criação da Bolsa de Diamantes em Angola, que deve abrir ainda este ano, é um objectivo fundamental para reforçar a transparência e credibilidade de um sector vital para a economia angolana. 

Tudo isto e muito mais será desvendado durante a edição deste ano da Conferência e Exposição Angola Oil & Gas. Abrangendo todo o sector de energia e a sua cadeia de valor, bem como outras indústrias promissoras, incluindo de sectores como a mineração, infra-estruturas e logística marítima, a conferência impulsionará novos investimentos e permitirá encontrar novas soluções de forma a criar uma economia angolana forte e resiliente.