Angola emergiu como um centro de investimento nos últimos anos, com um conjunto de grandes empresas globais de energia, empresas independentes de petróleo e gás e empresas de serviços a expandirem a sua presença ou a entrarem num mercado promissor.

Embora o país conheça o fluxo de capital estrangeiro a entrar no seu mercado há muito tempo, o aumento dos fluxos de investimento nos últimos meses deveu-se em grande parte aos avanços no sector das infra-estruturas de petróleo e gás.

A par de políticas fiscais atractivas, espera-se que esta atracção de Angola enquanto destino de investimento aumente ainda mais, e o principal evento energético do país – a Conferência e Exposição Angola Oil & Gas (AOG) que regressa para a sua quarta edição em 2023 sob o tema “Investir nas infra-estruturas de petróleo e gás é investir no futuro” – irá mostrar a gama de infra-estruturas e oportunidades de investimento em energia associadas em todo o mercado angolano.

Perspectivas “upstream” abrem novas fronteiras

A agenda do governo angolano para maximizar a implantação de infra-estrutura no sector de “upstream” – numa tentativa de aumentar as reservas de petróleo e gás, a capacidade de produção e aproveitar os aumentos nos preços globais da energia – está impulsionando o fluxo de investimentos na indústria de petróleo e gás e, ao mesmo tempo, impulsiona o crescimento económico e do produto interno bruto.

Embora projectos como o desenvolvimento de gás natural liquefeito angolano de 12 biliões de dólares, e 5,2 milhões de toneladas por ano, já tenham captado níveis significativos de capital, os projectos já planeados  e que incluem o desenvolvimento do campo Quiluma/Maboqueiro, da Eni; o desenvolvimento do Campo Petrolífero Agogo, no Bloco 15/06; o desenvolvimento do EP Ndungu; o projecto Sanha Lean Gas, da Chevron; e os projetos CLOV 3 e ACCE, da TotalEnergies, devem receber mais investimentos no mercado “upstream” à medida que empresas de serviços e pprotagonistas no âmbito das infra-estruturas aproveitam as oportunidades. Além disso, à medida que novas campanhas de exploração começam na ronda de licenciamento de oito blocos de 2021/22 de Angola, as perspectivas de investimento do país só tendem a aumentar.

Projectos “midstream” regionais despertam interesse

Com Angola a pretender optimizar a exploração de seus 9 biliões de barris de recursos comprovados de petróleo, e 11 triliões de pés cúbicos de reservas comprovadas de gás natural, as oportunidades de investimento no sector intermediário do país cresceram. Com um impulso nacional para desenvolver descobertas recentes de petróleo e gás, e aumentar a capacidade de refinação doméstico, o desenvolvimento das infra-estruturas “midstream” surgiu como uma prioridade e, portanto, uma oportunidade de investimento altamente atractiva.

Existem já esforços em andamento para construir novas instalações e expandir as infra-estruturas de transporte portuário, rodoviário e ferroviário existentes, ao mesmo tempo em que se aumenta o armazenamento de petróleo e gás. Os exemplos incluem o Terminal Oceânico da Barra do Dande, no valor de 500 milhões de dólares, compreendendo infra-estruturas de importação e exportação e instalações de armazenamento, bem como o Corredor do Lobito, uma rota estratégica de exportação que se estende desde o Porto do Lobito, em Angola, até às áreas mineiras da Província de Katanga, na República Democrática do Congo, e o Copperbelt na Zâmbia. A construção do Terminal da Barra do Dande está em andamento, enquanto os três países assinaram um acordo para o desenvolvimento do corredor no início deste ano. Esse crescimento de infra-estruturas abre novas perspectivas de investimento em Angola e, em simultâneo. molda o desenvolvimento socio-económico nas próximas décadas.

Oportunidades “downstream” atraem investidores

No sector “downstream” os objectivos nacionais de posicionar Angola como um hub regional de energia abriram novas oportunidades para o crescimento das infra-estruturas, consolidando a posição do país como destino de investimento de eleição. Vários projectos ambiciosos já começaram, incluindo três novas refinarias: a Refinaria do Lobito, de 200.000 barris por dia (bpd), a Refinaria do Soyo, de 100.000 bpd, e a Refinaria de Cabinda, de 30.000 bpd.

Com o objetivo de expandir e modernizar a capacidade da refinaria para atender à crescente procura regional de energia, reduzindo também a dependência do país de importações caras de energia, esses projectos desencadearam novas oportunidades não apenas na indústria de refinação, mas também nos mercados associados. Os vizinhos regionais também estão a voltar atenções para o país, com a Zâmbia a querer participar no desenvolvimento do Oleoduto Angola-Zâmbia, orçado em 5 biliões de dólares e que vai ligar a Zâmbia à Refinaria do Lobito, em Angola.  

A conferência e exposição AOG deste ano vai reunir os decisores de políticas de petróleo e gás angolanos, empresas e investidores globais para discutir e optimizar oportunidades de investimento na indústria energética do país. Organizada pela Energy Capital & Power, em parceria com o Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás de Angola, a AOG 2023 acolhe painéis de discussão de alto nível, sessões de networking exclusivas e assinaturas de acordos e negócios, desencadeando novos investimentos em todo o mercado. 

Para mais informações sobre o AOG 2023, visite: https://angolaoilandgas.com/event/angola-oil-gas-2023/